Hoje foi um sabado , fim de semana para alguns
estudo, e trabalho para outro
fiz o rotineiro, acordar pela manhã
tomar o meu café e ir para o curso
o que parecia um dia comum foi algo surpreendente
subi no onibus voltando para casa
e parei um pouco
comecei a perceber as pessoas que estavam a volta
Vi homens
vi mulheres
vi idosos
vi criançaas
e o onibus pouco a pouco foi ficando cheio
a viagem prosseguiu, e percebi que subia
uma senhora, porém todos os lugares vagos
estavam ocupados, eu estava na cadeira la da frente
ela caminhou lentamente todo o onibus
ninguém se levantou, olhei para o lado
a moça que aparentava ter uns 26 a 30 anos que estava ao meu lado
nada perceberá, colocou seu fone de ouvidos e se abstraiu do mundo
levantei-me, pedi licença, e disse para a senhora sentar-se
no banco a frente, havia um jovem, da minha idade talvez
simplesmente, abaixou a cabeça e ignorou tudo
vi o egoismo
vi o descaso
vi o preconceito
vi a falta de amor
Prosseguindo agora de pé, comecei a pensar
quem seriam as pessoas, sim, as pessoas
quem são? de onde vieram? aonde estão indo?
e as perguntas começaram a me intrigar
comecei a sutilmente, observar fragmentos de conversas
uma mãe dizendo a sua filha pequena
"vá a merda"
homens falando sobre uma obra, que atrasaria
crianças contando inocentes mentiras
um momento meio abstrato, me senti fora daquele mundo
de dentro daquele meio de transporte
mas, comecei a perceber os tantos rostos que por ali estavam
a moça da papelaria, e seu marido
me parecia tão triste, embora ela sempre sorria quando me atende
se percebe o vazio dentro do coração
uma colega de classe, que parecia estar tão desligada
que não via o mundo passar
vi um policial, se achando o rei do mundo, tirando satisfações
com o pobre motorista
vi a solidão
vi a sinceridade
vi a apatia
Mas continuei, em meio a tudo aquilo, parei pra pensar sobre o local
quantas pessoas de diferentes tipos passam ali
altos, baixos, gordos, magros, brancos, negros, indios,médicos
enfermeiros, ladrões, engenheiros, prostitutas, musicos, viciados,
professores, extrupadores, policiais, corruptos,estudantes ou marginais
e sei la, não da pra saber se quer, quem viaja ao nosso lado
e por outro lado, isso também não nos importa
todo o tipo de gente, passa, para, desce , sobe, paga passagem
alguns se cumprimentam, outros não
alguns se conhecem , outros não
vi pessoas
vi vidas
vi um onibus
e olhei pela janela
tive um pensamento um tanto engraçado
do onibus vemos o mundo passando
a uns 60 ou 70km/h
e a nossa vida é assim
ignoramos tão facilmente, o que está "dentro do onibus"
quem dira o resto do mundo que passa velozmente por nós
a vida é curta, como a minha viagem
no final, somos todos passageiros
somos todos humanos
independente de tudo
pagamos o mesmo preço para entrarmos aqui...
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